Jackie Kennedy, um verdadeiro ícone da moda, escondia um segredo em seus sapatos

Jackie Kennedy é conhecida por ser a primeira-dama mais elegante da história dos Estados Unidos. Afinal, aquele lendário vestido de noiva expondo as clavículas e aqueles incríveis chapéus pillbox foram marcantes. Contudo, o autêntico senso de estilo de Jackie manteve um fato sobre ela oculto do público por décadas. A verdade é que os calçados de Jackie escondiam de todos um segredo.

A revelação surgiu depois que Kathy McKeon – assistente de Jackie por 13 anos – publicou sua autobiografia em 2017. Em um capítulo do livro “Jackie’s Girl”, o assunto abordado foi o notável closet de sua chefe, cujo conteúdo logo se transformou em manchete. Portanto, de que maneira McKeon descobriu o que tantos outros não haviam notado antes?

Bem, isso aconteceu porque a assistente ficou responsável por cuidar do closet da primeira-dama. McKeon escreveu em sua autobiografia: “O closet era repleto de roupas do dia a dia da Madame, todas organizadas de acordo com a cor. Eu nunca tinha visto uma variedade tão fascinante de sapatos”. Mas foi só McKeon dar uma olhada mais de perto que ela também observou algo incomum nos sapatos de Jackie.

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Considerando o quanto sabemos sobre Jackie, é surpreendente que esse segredo tenha perdurado por tanto tempo. Aliás, ela nasceu em 1929 na cidade de Southampton, em Nova York, sendo filha de uma mãe socialite e de um pai corretor da bolsa de valores. Mais tarde, Jacqueline Lee Bouvier graduou-se na Universidade George Washington em Literatura Francesa. Durante esse período, ela tornou-se também uma espécie de socialite, adquirindo uma posição de editora júnior na revista Vogue. Após, Jackie foi contratada pelo jornal Washington Times-Herald.

Em 1952, Jackie anunciou estar comprometida com John G. W. Husted Jr., um corretor da bolsa de valores. Entretanto, ao perceber que Husted era muito “imaturo e entediante”, ela logo rompeu o relacionamento. Foi nesse mesmo ano, em um jantar, que Jackie foi formalmente apresentada a John F. Kennedy – representante dos Estados Unidos. Após pouco mais de um ano, eles confirmaram que se casariam. Porém, levariam décadas até que o segredo de Jackie viesse à tona.

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A cerimônia de casamento aconteceu na Igreja St. Mary, em Rhode Island, e foi o grande evento social de 1953. Antes de estabelecerem-se em Hickory Hill, na Virgínia, eles passaram a lua-de-mel na cidade mexicana de Acapulco. Infelizmente, o casal vivenciou a tristeza de sofrer um aborto e dar à luz a uma criança já morta. Foi apenas em 1957, então, que receberam ao mundo a filha Caroline.

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Em 1958, assim, Jackie provou ser uma parte fundamental da vitoriosa reeleição de JFK como senador. JFK chegou até a dizer a um repórter que as aparições e o apoio de Jackie durante sua campanha se revelaram “simplesmente inestimáveis”. Ela desempenhou um papel semelhante quando JFK se candidatou à presidência, ainda que houvesse outras preocupações naquele período. Afinal, o marido de Jackie foi eleito presidente dos Estados Unidos e, duas semanas depois, ela deu à luz a seu primeiro filho, John F. Kennedy Jr..

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Como esperado, Jackie demonstrou ser uma primeira-dama muito popular. Ela fez mais visitas oficiais a outros países do que qualquer uma de suas antecessoras. Mas, em 1963, ela teve que deixar isso em segundo plano por ter engravidado novamente. Lamentavelmente, o filho de Jackie e JFK, Patrick, nasceu cinco semanas prematuro e faleceu, em seguida, devido à doença da membrana hialina.

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Inclusive, outra tragédia ocorreu também naquele mesmo ano, sendo um acontecimento que abalou o mundo. Em novembro de 1963, o presidente e a primeira-dama estavam em uma carreata na cidade de Dallas quando ele foi assassinado a tiros. JFK foi declarado morto logo após chegar ao Hospital Parkland.

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Depois do assassinato de JFK, Jackie afastou-se dos holofotes – ainda que continuasse aparecendo nos jornais por conta de sua vida pessoal. Ela tinha, por exemplo, um relacionamento muito próximo com Robert, o irmão de seu falecido marido, e isso rendia boatos sobre tal relação ser, na verdade, romântica. De todo modo, em 1968, Jackie casou-se pela segunda vez com Aristóteles Onassis – um empresário e magnata grego.

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Logo após a morte de Onassis em 1975, Jackie voltou ao trabalho. Atuou, de início, como editora consultora da Viking Press e, mais tarde, como editora associada da Doubleday. Ela também insistiu no trabalho de preservação do patrimônio cultural e arquitetônico, o qual havia se dedicado pela primeira vez durante seu período na Casa Branca.

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Muitos anos mais tarde, já no final de 1993, Jackie sofreu uma queda e, depois disso, sua saúde só piorou, sendo posteriormente diagnosticada com linfoma não-Hodgkin. Em maio de 1994, a doença havia se espalhado pelo fígado, cérebro e medula espinhal. Assim, nesse mesmo mês, Jackie faleceu aos 64 anos de idade enquanto dormia.

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De qualquer forma, Jackie foi aclamada pelo visionário senso de estilo que exibiu ao longo de sua vida e carreira. Isso pode ter se iniciado, em parte, por conta do amigo de Jackie, Oleg Cassini, o qual era designer de moda. Após JFK ter vencido as eleições presidenciais de 1960, ela pediu a Cassini que lhe providenciasse vestimentas únicas para suas diversas obrigações. Então, o francês naturalizado norte-americano criou alguns dos trajes mais icônicos de Jackie – inclusive, o vestido usado na posse de JFK.

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Apenas em 1961, Jackie gastou mais de 145 mil dólares em roupas e acessórios – quase 50 mil dólares a mais do que o salário anual recebido por JFK como presidente dos Estados Unidos. O investimento pode ter valido a pena, uma vez que o estilo de Jackie ainda é muito admirado pelo público e ela chegou até mesmo a ser eleita a mulher mais elegante do mundo.

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O trabalho dos designers de alta costura da França, como Givenchy, Balenciaga e Chanel, revelou ser o mais apreciado por Jackie. No entanto, seu gosto por tendências parisienses foi repreendido pela parte mais patriótica da mídia estadunidense. Assim, Jackie pediu auxílio a uma editora de moda, chamada Diana Vreeland, para encontrar designers norte-americanos os quais fossem capazes de recriar o estilo parisiense.

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Desse modo, Norman Norell e Ben Zuckerman foram os nomes apresentados por Vreeland. Enquanto  Norell era considerado o “primeiro designer da América”, Zuckerman era conhecido por sua visão em relação à costura parisiense. Aliás, no famoso tour pela Casa Branca ao lado de Mamie Eisenhower, Jackie vestia um casaco vermelho de lã criado por Zuckerman.

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Durante o período de Jackie na Casa Branca, sua marca registrada era o uso de tailleurs, vestidos sem mangas e levemente rodados, scarpin de salto médio, luvas acima dos cotovelos e chapéus. O penteado bouffant, produzido pelo famoso cabeleireiro Mr. Kenneth, mostrou ser tão relevante quanto às roupas dela. Assim, o estilo de Jackie foi recriado em todo o mundo.

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Entretanto, depois que o primeiro marido de Jackie faleceu, ela modificou sua imagem. Sobretudos, lenços de seda na cabeça, saias ciganas, terninhos e óculos de sol redondos tornaram-se peças comuns em seu novo closet. Ela também fortaleceu sua posição de criadora de tendências ao usar uma blusa preta de gola alta com a barra para fora de sua calça branca.

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Jackie possuía não só um elegante closet, como também uma requintada coleção de joias. Forjada por Kenneth Jay Lane, seu item marcante como primeira-dama foi um colar de pérolas. Ela também era conhecida por usar pulseiras as quais eram criadas pelo francês Jean Schlumberger. No entanto, a peça mais querida de Jackie era seu anel de casamento da Van Cleef & Arpels.

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A propósito, a Biblioteca e o Museu Presidencial John F. Kennedy abriga agora muitos dos icônicos trajes de Jackie. Em 2001, o Museu Metropolitano de Arte de Nova York exibiu diversas peças em uma exposição especial denominada de “Jacqueline Kennedy: The White House Years”. Durante a década de 2010, inclusive, a Time e a Forbes colocaram a ex-primeira-dama no topo de suas listas dos maiores ícones da moda.

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Porém, quando Kathy McKeon publicou sua autobiografia, chamada de “Jackie’s Girl”, ela apresentou a real visão sobre o mundo de Jackie. Como foi mencionado anteriormente, McKeon ficou encarregada de cuidar do closet da primeira-dama. Lá, havia roupas, acessórios e sapatos de lojas de luxo como a Saks Fifth Avenue e a Bergdorf Goodman. McKeon encantou-se tanto com o conteúdo quanto com a maneira como tudo era organizado.

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“Era extremamente fácil encontrar qualquer coisa ali”, disse McKeon em uma entrevista de 2017 ao Fox News. “Tudo combinava. Uma certa calça sempre vinha acompanhada de uma determinada blusa. Seus sapatos estavam sempre alinhados. Bonitos e brilhantes. Botas de aspecto londrino, scarpin de todas as cores, tênis limpíssimos para as corridas matinais”. Não se poderia esperar menos desse impecável ícone da moda.

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É exatamente por isso que a reveladora descoberta de McKeon, em meio a essa incrível variedade de calçados, se apresenta ainda mais surpreendente. Assim, o que ela encontrou? Bem, descobriu-se que um único salto de cada par de sapatos de Jackie foi aumentado em aproximadamente meio centímetro. Isto significa que a primeira-dama mais encantadora do país possuía uma pequena imperfeição em sua perna.

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Essa alteração nos saltos foi feita para disfarçar o fato de que Jackie tinha uma perna um pouco mais curta do que a outra. “Ninguém jamais teria adivinhado”, afirmou McKeon. Conforme alguns relatos, essa estratégia pode ter sido motivada pelo primeiro marido de Jackie.

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Isso se dá pelo fato de JFK, dois anos após seu casamento com Jackie, ter sido atendido pela Dra. Janet Travell devido a uma intensa dor nas costas. A médica descobriu que a perna esquerda dele não possuía o mesmo tamanho que a direita. Para resolver, um pequeno salto foi colocado em todos os sapatos do pé esquerdo de JFK.

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Embora não se saiba se a Dra. Travell também foi responsável por descobrir e tratar do semelhante problema de Jackie, supõe-se que a médica a influenciou a adotar esse mesmo método. De toda forma, a primeira-dama não precisava realmente disfarçar isso, afinal, a diferença não chegava a ser maior que um grão de arroz.

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Logo, essa modificação nos saltos foi, talvez, apenas outro exemplo do perfeccionismo de Jackie. A ex-primeira-dama desenvolveu uma certa reputação por ter se atentado aos menores dos detalhes quando renovou a Casa Branca. Ela era também uma minuciosa editora – principalmente com o roteiro do tour de renovação da Casa Branca, o qual foi assistido por 80 milhões de pessoas no Dia dos Namorados de 1962.

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O perfeccionismo de Jackie também foi notado em uma série de cartas as quais foram leiloadas em 2013. Tais cartas foram enviadas a sua assistente de compras da Bergdorf Goodman, Marita O’Connor. Nelas, a primeira-dama disponibiliza páginas de catálogo, esboços e pedaços de tecido para mostrar exatamente o tipo de item que ela estava buscando.

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Os requisitos muito específicos e os elevados padrões de Jackie são evidentes em uma dessas cartas. Nela, Jackie escreve: “Por favor, envie-me um par de sapatos de couro de jacaré – tamanho 40 – salto médio – esguio – bico fino, mas não exagerado – parte superior delicada… Elegantes e atemporais. Preciso deles para o dia da posse, então você terá que se apressar”.

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Além de listar o que ela gostava, Jackie também especificava o que não a agradava. Em outra carta, ela reclamou sobre um determinado sapato cuja parte superior foi feita de um jeito que não a deixou contente. Jackie escreveu: “Diga [ao Mario] que eu os quero no mesmo modelo do meu scarpin preto de seda e reforce para aquele italiano desorganizado que os sapatos devem estar prontos a tempo”.

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O avaliador Dan Meader disse ao WWD: “Você tem que pensar que o marido dela tinha acabado de ser eleito presidente dos Estados Unidos depois de toda uma dramática campanha. Jackie estava prestes a ter um bebê e era seu estilo que a estava preocupando. Isso é incrível!”.

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A propósito, em uma entrevista à People, McKeon fez questão de ressaltar que o senso de estilo de Jackie estava longe de ser sua qualidade mais marcante. Ela disse: “[Jackie] era mais do que esta figura fascinante. Ela me fazia sentir como se eu fosse parte da família”.

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McKeon também relatou o quanto ela se tornou próxima de Jackie ao longo dos anos. Com apenas 19 anos de idade, a assistente mudou-se da Irlanda, sua terra natal, para os Estados Unidos e, logo após sua chegada, ela já conseguiu seu emprego de longa data com a ex-primeira-dama.

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Assim, McKeon mergulhou em suas memórias e escreveu: “Em poucos dias no meu novo emprego, eu não fazia ideia do quanto eu seria arrebatada por esta nobre família americana. Como o dia a dia deles também se tornou meu, meu coração tanto se alegrava pelo poderoso amor que compartilhavam quanto se despedaçava pelas inacreditáveis tragédias que sofriam”.

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Inclusive, Jackie e seus dois filhos, John Jr. e Caroline, compareceram ao casamento de McKeon. Mesmo após a irlandesa ter parado de trabalhar para cuidar de suas crianças, a ex-primeira-dama manteve contato com ela. Jackie até convidou McKeon e sua família para passarem o verão na casa de Hyannis Port, em Massachusetts.

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McKeon disse ao Fox News: “Minha melhor amiga morava em Cape Cod e quando eu ia visitá-la, a Madame sempre ficava feliz em me ver. Ela sempre me convidava para almoçar e jantar… Também me chamava para ir em sua praia particular e se assegurava de enviar o almoço para nós”.

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McKeon refletiu ainda mais sobre a natureza afetuosa de Jackie em seu livro, escrevendo: “Ela era muito tímida e tinha medo de multidões, mas revelava seu brilhante jeitinho de ser a quem já conhecia e tinha intimidade. Sempre que ela encontrava alguém, perguntava: ‘Kat, o que você achou dele?’. Ela queria saber minha opinião”.

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No entanto, McKeon acabou perdendo contato com Jackie. Ela disse ao Fox News: “Eu realmente não sabia que a Madame estava doente. Aparecia nos jornais e nas revistas, mas eu não costumava ler isso. Senti que havia muita coisa que eu já não sabia quando vi uma foto dela no Central Park. Não era a Madame que eu me lembrava”.

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Apesar disso, o interesse no senso de estilo de Jackie permanece alto até hoje. Em 2013, por exemplo, um scarpin da ex-primeira-dama foi leiloado em Los Angeles. Criado pelo italiano Rene Mancini, os sapatos de número 40 foram vendidos a uma pessoa anônima por quase 30 mil dólares.

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Três anos antes, dois colares de pérolas falsas de Jackie foram a um leilão na Inglaterra pelo valor aproximado de 47 mil dólares. Originalmente, tais itens teriam custado à primeira-dama somente algumas centenas de dólares. Como Jean Ghika, o especialista em joias da casa de leilões Bonhams, contou ao The Telegraph: “É justo dizer que 99,9% dos valores dessas peças só são elevados dessa forma porque pertenciam a Jackie Kennedy”.

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